"...tenho em mim todos os sonhos do mundo..."
(Clarice Lispector)

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Dois anos sem Lost


Nem preciso dizer que Lost é a série que mais adoro na vida, todo mundo sabe que todo mundo sabe, rs...
Minha amiga Juliana sempre insistia para que eu visse Lost, ela já era totalmente louca pela série, eu confesso que tinha restrições...achava tudo muito louco e ia muito na conversa de quem não assistia e dizia que era um monte de gente morta numa ilha deserta, que não fazia sentido, que era perda de tempo...na verdade, pessoas que nem tentaram ver e entender, assim como eu. Tb já estava vendo umas 6 séries e achava muita coisa, rs...se eu pudesse prever o futuro e saber que hoje eu veria tantas séries...
Bom, o fato é que um dia, em casa com meu namorado, mudando os canais para procurar alguma coisa interessante na tv, vimos uma cena que nos interessou demais: uma despedida entre um homem loiro e uma moça sardenta, ele pulou de um helicóptero para o mar. Nós achamos aquela cena maravilhosa e fomos ver que programa era, eu já desconfiava e quando vi era Lost. Logo eu e ele fomos procurar quando iria passar novamente aquele episódio e conseguimos ver inteiro. Adoramos. A quarta temporada começou a repetir e eu comecei a ver. Só que fiquei tão enlouquecida que imediatamente comprei a primeira, em poucos dias asisti tudo, e assim foi com a segunda a terceira, a quarta quando saiu, então revi toda, perguntei mil coisas para a Ju, procurei na internet, fato: quando a quinta temporada começou, eu já era uma viciada, já conhecia os personagens, já sabia tudo e já amava Lost. Daí para frente comcei a assistir normalmente até o fim. Foram dois anos de resumos maravilhosos que a Juliana fazia para mim, longos debates entre eu e ela, praticamente criamos um grupo de discussão sobre Lost, formado por duas pessoas,eu e Juliana rs...Meu namorado continuava a assistir e tb conversava bastante comigo sobre a série, outras pessoas que fui conhecendo tb, mas na nunca encontrei alguém que amasse Lost tanto quanto eu e a Ju.
Essa série mudou totalmente minha relação com a internet.
Ontem, 23/05/2012, completamos dois anos sem Lost, por isso hoje resolvi postar uma homenagem. Quem sabe ao longo da semana não faço outras homenagens à Lost???

Alguns momentos marcantes, emocionantes, dramáticos, bonitos, de amor, de ação, divertidos...os que mais gostei, não em ordem de preferência:


- Hurley e a kombi












 -Live Together Die Alone












 - Desmond & Penny - The Constant:








- Um dos muitos emocionantes reencontros do grupo:





- Uma das muitas cenas de Sawyer & Kate:






- Primeiro beijo SKATE:





- A morte do Charlie:











- Pickett tenta matar Sawyer:






- Hurley salva o dia:













- Esse vídeo é lindo, amo essas cenas:





Esses foram alguns, somente alguns dos melhores momentos de Lost, foram tantos que se fosse colocar todos aqui, provavelmente não acabaria esse post nunca.

Lost, a melhor série de todos os tempos!!!





Dedicado à minha amiga Juliana, Lostmaníaca como eu.






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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Um pouco de Chaplin


“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios… Por isso, cante, ria, dance, chore e viva intensamente cada momento da sua vida, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.”

Charles Spencer Chaplin

domingo, 22 de abril de 2012

Um pouco de Cecília Meireles





“No mistério do sem-fim equilibra-se um planeta. E no planeta um jardim e no jardim um canteiro no canteiro uma violeta e sobre ela o dia inteiro entre o planeta e o sem-fim a asa de uma borboleta.”

Cecília Meireles

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Vencedores do OSCAR 2012






A cerimônia do Oscar 2012 foi realizada na noite deste domingo, 26, no Hollywood and Highland Center (o antigo Kodak Theatre), em Los Angeles, nos Estados Unidos. O grande vencedor do Oscar 2012 foi o filme francês The Artist (O Artista), o favorito da noite, que confirmou o favoritismo ao levar os troféus de "Melhor Filme", "Melhor Diretor" (Michel Hazanavicius) e "Melhor Ator" (Jean Dujardin). A 84ª edição do Oscar, com comando da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, também premiou o filme A Invenção de Hugo Cabret, com os troféus de Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Edição de Som, Mixagem de Som e Efeitos Visuais.

"A Invenção de Hugo Cabret", de Martin Scorsese, e "The Artist" (O Artista), de Michel Hazanavicius, foram os grandes vencedores do Oscar 2012, que teve apresentação do comediante Billy Crystal, que comandou o Oscar pela 9ª vez.












Melhor Filme Oscar 2012: The Artist (O Artista)
Melhor Atriz Oscar 2012: A Dama de Ferro, Meryl Streep
Melhor Ator Oscar 2012: The Artist, Jean Dujardin
Melhor Atriz Coadjuvante Oscar 2012: Histórias Cruzadas, Octavia Spencer
Ator Coadjuvante Oscar 2012: Toda Forma de Amor, Christopher Plummer
Melhor Diretor Oscar 2012: The Artist, Michel Hazanavicius
Melhor Edição Oscar 2012: Millennium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres
Melhor Documentário Oscar 2012: Undefeated
Melhor Animação Oscar 2012: Rango
Melhor Trilha Sonora Oscar 2012: The Artist (O Artista)
Melhor Canção Original Oscar 2012: Man or Muppet, Os Muppets (Bret McKenzie)
Melhor Roteiro Original Oscar 2012: Meia Noite em Paris
Melhor Roteiro Adaptado Oscar 2012: Os Descendentes, de George Clooney
Melhor Som Oscar 2012: A Invenção de Hugo Cabret
Melhor Edição de Som Oscar 2012: A Invenção de Hugo Cabret
Melhores Efeitos Visuais Oscar 2012: A Invenção de Hugo Cabret
Melhor Curta-Metragem de Animação Oscar 2012: The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore
Melhor Filme Estrangeiro Oscar 2012: A Separação
Melhor Maquiagem Oscar 2012: A Dama de Ferro
Melhor Figurino Oscar 2012: The Artist (O Artista)
Melhor Direção de Arte Oscar 2012: A Invenção de Hugo Cabret
Melhor Fotografia Oscar 2012: A Invenção de Hugo Cabret





















sábado, 25 de fevereiro de 2012

Oscar 2012















Confira a lista completa de indicados:

MELHOR FILME
"O Artista"
"Os Descendentes"
"Histórias Cruzadas"
"A Invenção de Hugo Cabret"
"Meia-Noite em Paris"
"O Homem que Mudou o Jogo"
"Cavalo de Guerra"
“A Árvore da Vida”
“Tão forte e Tão perto”

MELHOR DIREÇÃO
Martin Scorsese, "A Invenção de Hugo Cabret"
Woody Allen, "Meia-Noite em Paris"
Michel Hazanavicius, "O Artista"
Alexander Payne, "Os Descendentes"
Terrence Malick, "A Árvore da Vida"

MELHOR ATOR
Demian Bichir, "A Better Life"
George Clooney, "Os Descendentes"
Jean Dujardin, "O Artista"
Brad Pitt, "O Homem que Mudou o Jogo"
Gary Oldman, “O Espião que Sabia Demais”

MELHOR ATRIZ
Glenn Close, "Albert Nobbs"
Viola Davis, "Histórias Cruzadas"
Meryl Streep, "A Dama de Ferro"
Michelle Williams, "Sete Dias com Marilyn"
Rooney Mara , "Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres"

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Kenneth Branagh, "Sete Dias com Marilyn"
Jonah Hill, "O Homem que Mudou o Jogo"
Nick Nolte, "Guerreiro"
Christopher Plummer, "Toda Forma de Amor"
Max von Sydow, “Tão Forte e Tão Perto”

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Bérénice Bejo, "O Artista"
Jessica Chastain, "Histórias Cruzadas"
Melissa McCarthy, "Missão Madrinha de Casamento"
Janet Mcteer, "Albert Nobbs"
Octavia Spencer, "Histórias Cruzadas"

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
"Meia-Noite em Paris" (Woody Allen)
"Missão Madrinha de Casamento" (Annie Mumolo e Kristen Wiig)
"O Artista" (Michel Hazavanicius
“Margin Call - O Dia Antes do Fim” (J.C. Chandor)
“A Separação” (Asghar Farhadi )

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
"Os Descendentes" (Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash)
"A Invenção de Hugo Cabret" (John Logan)
"O Homem que Mudou o Jogo" (Steven Zaillian e Aaron Sorkin)
"Tudo pelo Poder" (George Clooney, Grant Heslov, Beau Willimon)
"O Espião que Sabia Demais” (Bridget O'Connor e Peter Straughan)

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
"Bullhead" - Michael R. Roskam (Bélgica)
"Monsieur Lazhar" - Philippe Falardeau (Canadá)
"A Separação" - Asghar Farhadi (Irã)
"Footnote" - Joseph Cedar (Israel)
"In Darkness" - Agnieszka Holland (Polônia)

MELHOR ANIMAÇÃO
“Um Gato em Paris”
“Chico e Rita”
“Kung Fu Panda 2”
“Gato de Botas”
“Rango”

DIREÇÃO DE ARTE
"O Artista" (design de produção: Laurence Bennett; decoração do set: Robert Gould)
"Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2" (design de produção: Stuart Craig; decoração do set: Stephenie McMillan)
"A Invenção de Hugo Cabret" (design de produção: Dante Ferretti; decoração do set: Francesca Lo Schiavo)
"Meia-Noite em Paris" (design de produção: Anne Seibel; decoração do set: Hélène Dubreuil)
"Cavalo de Guerra" (design de produção: Rick Carter; decoração do set: Lee Seales)

DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
"O Artista" (Guillaume Schiffman)
"Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres" (Jeff Cronenweth)
"A Invenção de Hugo Cabret" (Robert Richardson)
"A Árvore da Vida" (Emmanuel Lubezki)
"Cavalo de Guerra" (Janusz Kaminski)

MELHOR FIGURINO
"Anonymous" (Lisy Christl)
"O Artista" (Mark Bridges)
"A Invenção de Hugo Cabret" (Sey Powell)
"Jane Eyre" (Michael O'Connor)
"W.E." (Arianne Phillips)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
"Hell and Back Again" (Danfung Dennis e Mike Lerner)
"If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front" (Marshall Curry e Sam Cullman)
"Paradise Lost 3: Purgatory" (Charles Ferguson e Audrey Marrs)
"Pina" (Wim Wenders e Gian-Piero Ringel)
"Undefeated" (TJ Martin, Dan Lindsay e Richard Middlemas)

MELHOR DOCUMENTÁRIO DE CURTA-METRAGEM
"The Barber of Birmemgham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement" (Robem Fryday e Gail Dolgin)
"God Is the Bigger Elvis" (Rebecca Cammisa e Julie Anderson)
"Incident in New Baghdad" (James Spione)
"Saving Face" (Daniel Junge e Sharmeen Obaid-Chemoy)
"The Tsunami and the Cherry Blossom" (Lucy Walker e Kira Carstensen)

MELHOR EDIÇÃO
"O Artista" (Anne-Sophie Bion e Michel Hazanavicius)
"Os Descendentes" (Kevin Tent)
"Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres" (Kirk Baxter e Angus Wall)
"A Invenção de Hugo Cabret" (Thelma Schoonmaker)
"O Homem que Mudou o Jogo" (Christopher Tellefsen)

MELHOR MAQUIAGEM
"Albert Nobbs" (Martial Corneville, Lynn Johnston e Matthew W. Mungle)
"Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2" (Edouard F. Henriques, Gregory Funk e Yolea Toussieng)
"A Dama de Ferro" (Mark Coulier e J. Roy Helle)

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
"As Aventuras de Tintim" (John Williams)
"O Artista" (Ludovic Bource)
"A Invenção de Hugo Cabret" (Howard Shore)
"O Espião que Sabia Demais" (Alberto Iglesias)
"Cavalo de Guerra" (John Williams)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
"Man or Muppet", de "Os Muppets" - música e letra de Bret McKenzie
"Real in Rio", de "Rio" - música de Sergio Mendes e Carlinhos Brown e letra de Siedah Garrett

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO
"Dimanche/Sunday" (Patrick Doyon)
"The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore" (William Joyce e Breon Oldenburg)
"La Luna" (Enrico Casarosa)
"A Morning Stroll" (Grant Orchard e Sue Goffe)
"Wild Life" (Amanda Forbis e Wendy Tilde)

MELHOR CURTA-METRAGEM
"Pentecost" (Peter McDonald e Eimear O'Kane)
"Raju" (Max Zähle e Stefan Gieren)
"The Shore" (Terry George e Oorlagh George)
"Time Freak" (Andrew Bowler e Gigi Causey)
"Tuba Atlantic" (Hallvar Witzø)

EDIÇÃO DE SOM
"Drive" (Lon Bender e Victor Ray Ennis)
"Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres" (Ren Klyce)
"A Invenção de Hugo Cabret" (Philip Stockton e Eugene Gearty)
"Transformers: O Lado Oculto da Lua" (Ethan Van der Ryn e Erik Aadahl)
"Cavalo de Guerra" (Richard Hymns e Gary Rydstrom)

MIXAGEM DE SOM
"Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres" (David Parker, Michael Semanick, Ren Klyce e Bo Persson)
"A Invenção de Hugo Cabret" (Tom Fleischman e John Midgley)
"O Homem que Mudou o Jogo" (Deb Adair, Ron Bochar, Dave Giammarco e Ed Novick)
"Transformers: O Lado Oculto da Lua" (Greg P. Russell, Gary Summers, Jeffrey J. Haboush e Peter J. Devlin)
"Cavalo de Guerra" (Gary Rydstrom, Andy Nelson, Tom Johnson e Stuart Wilson)

EFEITOS VISUAIS
"Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2" (Tim Burke, David Vickery, Greg Butler e John Richardson)
"A Invenção de Hugo Cabret" (Rob Legato, Joss Williams, Ben Grossman e Alex Hennemg)
"Gigantes de Aço" (Erik Nash, John Rosengrant, Dan Taylor e Swen Gillberg)
"Planeta dos Macacos: A Origem" (Joe Letteri, Dan Lemmon, R. Christopher White e Daniel Barrett)
"Transformers: O Lado Oculto da Lua" (Scott Farrar, Scott Benza, Matthew Butler e John Frazier)

















































Campeões de indicações:

11 categorias

A INVENÇÃO DE HUGO CABRET: Filme, direção, roteiro adaptado,. direção de arte, fotografia, figuriono, edição, trilha original, edição de som, mixagem, efeitos visuais

10 categorias

O ARTISTA: filme, direção, ator, atriz coadjuvante, roteiro original, direção de arte, fotografiam, figurino, edição, trilha original

6 categorias

O HOMEM QUE MUDOU O JOGO: filme, ator, ator coadjuvante, roteiro adaptado, edição, mixagem

6 categorias

CAVALO DE GUERRA: filme, direção de arte, direção de fotografia, trilha original, edição de som e mixagem

5 categorias

OS DESCENDENTES: filme, direção, ator, roteiro adaptado, edição

5 categorias

MILLENIUM - OS HOMEMS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES: melhor atriz, fotografia, edição, edição de som, mixagem

4 categorias

HISTÓRIAS CRUZADAS: filme, atriz, atriz coadjuvante (2 vezes)


4 categorias

MEIA-NOITE EM PARIS: filme, direção, roteiro original, direção de arte

3 categorias

HARRY POTTER: direção de arte, maquiagem, efeitos visuais











domingo, 19 de fevereiro de 2012

O Raul (Texto de Max Gehringer)







Durante minha vida profissional, eu topei com algumas figuras cujo sucesso surpreende muita gente.

Figuras sem um vistoso currículo acadêmico, sem um grande diferencial técnico, sem muito networking ou marketing pessoal. Figuras como o Raul.

Eu conheço o Raul desde os tempos da faculdade. Na época, nós tínhamos um colega de classe, o Pena, que era um gênio.

Na hora de fazer um trabalho em grupo, todos nós queríamos cair no grupo do Pena, porque o Pena fazia tudo sozinho.

Ele escolhia o tema, pesquisava os livros, redigia muito bem e ainda desenhava a capa do trabalho - com tinta nanquim.

Já o Raul nem dava palpite. Ficava ali num canto, dizendo que seu papel no grupo era um só, apoiar o Pena.

Qualquer coisa que o Pena precisasse, o Raul já estava providenciando, antes que o Pena concluísse a frase.

Deu no que deu.

O Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma. E o resto de nós passou meio na carona do Pena - que, além de nos dar uma colher de chá nos trabalhos, ainda permitia que a gente colasse dele nas provas.

No dia da formatura, o diretor da escola chamou o Pena de ‘paradigma do estudante que enobrece esta instituição de ensino’.

E o Raul ali, na terceira fila, só aplaudindo.

Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento de uma multinacional.

Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções estratégicas de cinco e dez anos.

E quem era o chefe do Pena? O Raul.

E como é que o Raul tinha conseguido chegar àquela posição? Ninguém na empresa sabia explicar direito.

O Raul vivia repetindo que tinha subordinados melhores do que ele, e ninguém ali parecia discordar de tal afirmação.

Além disso, o Raul continuava a fazer o que fazia na escola, ele apoiava.

Alguém tinha um problema? Era só falar com o Raul que o Raul dava um jeito.

Meu último contato com o Raul foi há um ano. Ele havia sido transferido para Miami, onde fica a sede da empresa.

Quando conversou comigo, o Raul disse que havia ficado surpreso com o convite. Porque, ali na matriz, o mais burrinho já tinha sido astronauta.

E eu perguntei ao Raul qual era a função dele. Pergunta inócua, porque eu já sabia a resposta.

O Raul apoiava. Direcionava daqui, facilitava dali, essas coisas que, na teoria, ninguém precisaria mandar um brasileiro até Miami para fazer.

Foi quando, num evento em São Paulo, eu conheci o Vice-presidente de recursos humanos da empresa do Raul.

E ele me contou que o Raul tinha uma habilidade de valor inestimável:…

ELE ENTENDIA DE GENTE!

Entendia tanto que não se preocupava em ficar à sombra dos próprios subordinados para fazer com que eles se sentissem melhor, e fossem mais produtivos.

E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou Samuel Butler, que eu não sei ao certo quem foi, mas que tem uma frase ótima: “Qualquer tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vendê-lo”.

Essa era a habilidade aparentemente simples que o Raul tinha, de facilitar as relações entre as pessoas.

Perto do Raul, todo comprador normal se sentia um expert e todo pintor comum, um gênio.

Essa era a principal competência dele.

‘Há grandes Homens que fazem com que todos se sintam pequenos. Mas, o verdadeiro Grande Homem é aquele que faz com que todos se sintam Grandes”.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Feliz Aniversário Suzynha!!!


"Eu carrego seu coração
eu o carrego no meu coração
eu nunca estou sem ele
onde quer que eu vá,  você vai comigo
e o que quer que eu faça, eu faço por você!"

Carrego seu coração  -   poema de E. E. Cummings



"Primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem. Agora é necessário civilizar o homem em relação à  Natureza e aos Animais."

▬ Victor Hugo





Parabéns minha  Suzynha!!! Te amo muito!!!